Meus sonhos
em águas derretidas
em amarelos crisântemos
e vermelhos de papoilas abertas a campos esquecidos.
E que te contar mais?
Que a lua voou
e que a flor murchou?
Que o meu sonho
tropeçou na noite
e que as lanternas se apagaram?
Que o barco
se perdeu na margem da partida
e de chegada para o outro lado?
E que não existo
aquando das madrugadas nuas?
E que nasci das conchas do fundo do mar?
Conta-me antes tu
da gaivota que voa
e da flor que floriu...
PAULA VIRGÍNIA
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