POEMA
Teus dedos são para mim
a areia fina
que penetra de leve o oceano.
As folhas já caídas formam leito
pr'aqueles que se amam num momento.
E a lua não tem luz suficiente
pr'aquele amor
tão sôfrego e brilhante!
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Quando as arvores, um dia se vergarem
e, de braço abertos para o chão, o céu
chorarem, deixem florir os risos daqueles
que, inertes, permanecem num mar sem norte
MARGARIDA MENDOÇA (21/2/84)
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