
MARE CALAMUS - Exposição que marca o regresso do artista a Portugal, após ano e meio residindo nos EUA. Estreia do vídeo clip MADE IN NY.
Exposição inaugurada a 4 de Abril de 2002, na Casa Museu Jorge Vieira de Beja.
Imagem da brochura : Fishboneye (take2). Técnica mista sobre tela. 85x75 cm. 1999. Colecção Câmara Municipal de Beja.

Pé na boti. Técnica mista
sobre tela. 100x70 cm. 1999.
Imagem do vídeo Na pundi ki naci pa Nácia ? 2001.

Imagem do vídeo MADE IN NY - 2002.
Comentários
de Imprensa
Agradecimentos : Ágata Navarro, Rui Pereira, Mafalda Serrano.

Corpentino - Técnica mista sobre tela. 70x100.
1999.
A produção artística do século XX caracteriza-se pelo seu auto-questionamento
enquanto acto de comunicação. Foram postos em causa objectivos, conteúdos
possíveis e linguagens admitidas que conduziram a novas referentes estéticos
e linguísticos. Desenvolveu-se o objecto artístico radicado no estabelecimento
de pontes disciplinares. A interacção entre as diversas tormas de expressão
explorando os recursos tecnológicos colocados ao serviço da comunicação, visual,
plástica ou multimédia.
MITO, Fernando Hamilton Barbosa Elias, é um artista nascido em Santiago de Cabo Verde. Cúmplice, na utopia da viagem e nos seus múltiplos regressos que caracterizam os habitantes das ilhas. Vive em Lisboa desde 1989. Em 2000 e 2001 desenvolveu trabalho em Nova lorque.
O seu trabalho configura uma continuidade linguística entre a escrita e o
desenho quando desenha também escreve / quando escreve também desenha encontrando
na arte um sistema comunicativo. Tem uma escrita convulsiva e livre. O desejo
compulsivo da descoberta do risco, registo linear, do desenho da palavra à
configuração, à imagem do acto. Na sua postura experimental, este artista,
recorre a suportes e linguagens múltiplas, manipula acontecimentos plásticos,
imprime-lhes movimento. Investiga ritmos visuais e sonoros, cores, e materias,
passando do movimento sugerido da pintura ao movimento realizado do vídeo.
Usa a fotografia como forma de ver, imprimindo testemunhos consolidados no
imaginário colectivo. Selecciona imagens vividas impondo conceitos plásticos
próprios. Reconstrói paisagens humanizadas - viagens às origens sob o auxílio
da luz. Introduz uma linguagem cinematográfica irreverente. Brinca com a memória
individual e colectiva. Lembra velhas estórias e constrói novas identidades.
Mito estrutura um discurso coerente radicado na diversidade de recorrência
ao binómio linguagem / tecnologia, assente numa plasticidade coerente.
A diversidade das suas propostas tem como denominador comum a construção de uma identidade plástica marcadamente crioula.
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